A discussão do princípio da liberdade de imprensa pelos jornalistas portugueses nos seus periódicos sindicais e culturais: os casos do Boletim e Jornalismo, do Sindicato Nacional dos Jornalistas e da Gazeta Literária, da Associação de Jornalistas (...)

Patrícia Oliveira Teixeira, Jorge Pedro Almeida Sousa

Resumo


Numa altura em que o jornalismo português conhecia algumas dificuldades, devido à censura imposta pela ditadura do Estado Novo (1933-1974), que reduzia a autonomia dos jornalistas, atentando contra alguns dos valores que contribuíam para o imaginário identitário da sua profissão, os mesmos discutiram, nessa mesma época, a conjuntura descrita, nas páginas dos seus periódicos profissionais ou sindicais.

Neste trabalho procura-se, então, através de uma análise qualitativa e histórico-cultural do discurso, descrever e analisar como as restrições à liberdade de imprensa e a censura foram discutidas nas páginas dos periódicos sindicais Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945) e Jornalismo (1967-1971), também do Sindicato, assim como a publicação periodística e cultural Gazeta Literária, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. 

Concluiu-se que os redatores e colaboradores destes periódicos sindicais entendiam ter direito a uma imprensa livre, principalmente porque só assim poderiam defender determinados valores inerentes à sua profissão e, ao mesmo tempo, conceder-lhe mais dignidade e seriedade. No entanto, devido ao regime instaurado, nem sempre puderam dissertar sobre o assunto com a autonomia desejada.  


Palavras-chave


Jornalismo; Jornalistas; Publicações sindicais.

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