A naturalização da vigilância no Jornalismo a partir da ubiquidade das Câmeras

Maura Martins

Resumo


No presente artigo, pretende-se refletir sobre uma das consequências da onipresença de câmeras na sociedade e da apropriação sistemática de seus registros pelas agendas do telejornalismo: o esgarçamento das fronteiras entre o que se entende por público e privado. Em busca de um enfoque mais preciso a este fenômeno, a análise centraliza-se em uma reportagem, considerada representativa, veiculada pela Rede Record, na qual se assiste ao aproveitamento de um registro feito de modo amador de um flagrante de infração. Deste modo, pretende-se investigar de que forma a popularização de dispositivos que registram o real – motivada por um ideal de atitude cidadã e um discurso de participação ativa do público nas produções jornalísticas - tem impulsionado a naturalização da vigilância distribuída (Bruno, 2013) como um modo de pertencimento à cultura.


Palavras-chave


telejornalismo; vigilância; flagrante; fronteiras entre o público e o privado; câmeras amadoras

Texto completo:

PDF
';



Indexadores: LatindexIBICT/ SEERREVIScomDiadorim; EBSCO; Dialnet; Doaj

Creative Commons BY-SA 3.0 - Revista Pauta Geral - estudos em jornalismo 2014 - 2018, periódico científico do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UEPG: É permitido copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial, desde que citada a fonte. Aqueles que o fizerem, devem manter o mesmo padrão de direito autoral.