Conhecimento histórico escolar: fixações de sentidos a partir de uma política de avaliação no Rio de Janeiro

  • Marcus Leonardo Bomfim Martins Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Carmen Teresa Gabriel Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

O objetivo deste artigo é problematizar as disputas por fixação de sentidos de conhecimento histórico escolar no Saerjinho – instrumento avaliativo que compõe o sistema de avaliação da rede fluminense. Concebendo o currículo como prática de significação e atribuição de sentidos e avaliação como política e prática curricular, foram analisadas informações veiculadas no site da Secretaria de Educação, questões da prova de História e entrevistas semiestruturadas com professores dessa disciplina, a partir de uma postura epistêmica discursiva na pauta pós-fundacional que entende a produção de significados como um ato político. As análises apontaram que há disputas não pelo que do conhecimento histórico fixado, mas pelo quem tem o direito de fixar tal conhecimento em um instrumento avaliativo.   Palavras-chave: Currículo. Avaliação. Conhecimento histórico escolar.

Biografia do Autor

Marcus Leonardo Bomfim Martins, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutorando em Educação (PPGE/UFRJ). Mestre em Educação (PPGE/UFRJ). Membro do Grupo de Estudos Currículo, Cultura e Ensino de História (GECCEH), vinculado ao Núcleo de Estudos do Currículo (NEC) da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Carmen Teresa Gabriel, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutora em Educação (PUC/RJ). Professora Titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordenadora do Grupo de Estaudos Currículo, Cultura e Ensino de História (GECCEH).
Publicado
2017-03-21
Seção
Dossiê: Políticas de Avaliação e Currículo