Possibilidades e limites da formação do professor de Arte e da educação artística escolar na perspectiva de humanização

  • Maria José Dozza Subtil Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Resumo

Este artigo apresenta reflexões sobre formação inicial de professores de Arte, conhecimentos priorizados no currículo e demandas da prática artística escolar, resultantes de uma pesquisa realizada com professores da Rede Pública Estadual, egressos em especial das Licenciaturas de Música. São abordadas questões sobre a formação na Licenciatura – prática musical, estudos pedagógicos, estágio e relação com a escola, pontos fortes e fracos do currículo e a prática artística escolar – planejamento, conteúdos e metodologias, demandas dos alunos e dos gestores para as aulas de Arte. O objetivo dessa análise foi cotejar a formação dos professores com as demandas da escola, para discutir os desafios do trabalho docente em Arte/Música com relação aos diferentes determinantes que o constituem. Entre outros problemas, os dados mostram as dificuldades dos docentes em planejar a partir das determinações das Diretrizes Curriculares Estaduais - DCE (2009), que propõem atuação com todas as áreas artísticas (Música, Teatro, Dança e Artes Visuais) e a prática efetiva tendo em vista a formação específica nas Licenciaturas de Música e de Artes Visuais. As respostas permitiram problematizar a relação teoria e prática da formação/trabalho desses professores e apontaram para a contradição entre a educação artística como atividade pragmática e a potencialidade da formação estética e humanizadora apregoada pela perspectiva marxista.   Palavras-chave: Licenciaturas em Arte. Formação de professores. Currículo. Prática artística escolar.

Biografia do Autor

Maria José Dozza Subtil, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Pesquisadora Sênior do Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado) da Universidade Estadual de  Ponta Grossa (UEPG).
Publicado
2017-03-21