Devir-terror: o inconciliável e o dialógico nas ações estético-políticas do Coletivo Coiote

  • Andiara Ramos Pereira Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense e Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Palavras-chave: Coletivo Coiote, Pornoterrorismo, Terrorismo poético

Resumo

Nesse artigo analiso duas ações estético-políticas do Coletivo Coiote. A primeira, uma ação em que imagens sacras foram utilizadas como dildos para masturbações públicas e, logo na sequência, foram quebradas em uma das vias turísticas mais frequentadas da cidade do Rio de Janeiro. Essa ação ocorreu na Marcha das Vadias do Rio de Janeiro, em 2013, momento no qual o Papa Francisco visitava a cidade para a Jornada Mundial da Juventude católica. A segunda ação foi uma costura vaginal realizada para protestar contra os crescentes casos de estupros na cidade de Rio das Ostras, região dos lagos do Rio de Janeiro, em 2014. Esses dois eventos são aqui pensados a partir das noções de terrorismo poético, de pornoterrorismo e de contrassexualidade, respectivamente engendradas por Hakim Bey e Diana J. Torres em suas obras “Caos, terrorismo poético e outros crimes exemplares” (2003) e “Pornoterrorismo” (2013). 

Biografia do Autor

Andiara Ramos Pereira, Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense e Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Mestrandx do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense, bolsista capes, e do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Graduadx em História da Arte pela Unviersidade do Estado do Rio de Janeiro. Membro da Coletiva Feminista Maria Bonita RJ, organização responsável pela realização de inúmeros eventos relacionados ao tema da pós-pornografia no Rio de Janeiro.
Publicado
2018-11-20